Programa Bom Aluno: uma ponte para o futuro

A Samp inicia 2016 se unindo a um projeto para lá de especial! A operadora de saúde é a mais nova parceira do Programa Bom Aluno Capixaba (PBAC), cujo objetivo é oferecer suporte pedagógico e psicológico e direcionamento de carreira a bons estudantes de baixa renda. A proposta é incentivá-los por meio de capacitação educacional e técnico-profissional, a fim de torná-los agentes de transformação de sua situação socioeconômica e da desigualdade social existente no país.

Idealizado no Espírito Santo pelo Instituto Ponte, o projeto teve sua origem em 1993, no Paraná, e atualmente é desenvolvido em sete cidades brasileiras: Vitória (ES); Curitiba, Londrina, e Maringá (PR); Nova Prata (RS); Belo Horizonte (MG); e Salvador (BA). A escolha dos jovens contemplados se dá por meio de processo seletivo envolvendo matriculados no ensino fundamental da rede pública. Os aprovados então fazem curso preparatório de um ano e, caso queiram, com consentimento dos pais, são transferidos para colégios particulares, mantendo-se nos cursos complementares fora do turno regular no Espaço Educacional do PBAC, que funciona no prédio do Instituto João XXIII, na Mata da Praia, outro parceiro do programa.

Segundo Bartira Gomes de Almeida, diretora-presidente do Instituto Ponte, a entidade acredita que talentos podem ser encontrados em qualquer classe social e, se eles tiverem condições favoráveis ao seu crescimento, transformam sua realidade. “O projeto traz excelentes resultados. Em 2015, metade dos nossos estudantes melhoraram seu desempenho escolar, 20% mantiveram ótimas notas, e 60% obtiveram ótima performance; por isso estão matriculados neste ano nas melhores escolas privadas do Estado, com bolsa de 100%. Além disso, há um expressivo aumento da autoestima desses jovens, que começam a sonhar mais alto e já sabem aonde querem chegar”, disse.

Para dar todo o apoio necessário aos beneficiados, o PBAC é oferecido logo cedo, a alunos do 7º ou do 8º ano do ensino fundamental, que são acompanhados até o término do curso superior, compreendendo um período médio de 10 anos. Eles têm acesso a atividades complementares em um espaço educacional no horário oposto ao da escola regular e recebem vale-transporte, vale-alimentação, uniforme, material escolar, livros didáticos, aulas de línguas, além das bolsas de estudo oferecidas pelas instituições de ensino particulares conveniadas ao programa.

“Tanto para ingressar como para permanecer no programa, o aluno deve cumprir metas determinadas de desempenho mínimo cuja nota deve ser 70, frequência de pelo menos 90%, e ser disciplinado e interessado no seu desenvolvimento educacional e profissional”, explicou Bartira.

Transformada em franquia social, a iniciativa apresenta vários resultados satisfatórios. Por conta disso, quando executada em Curitiba, conquistou diversos prêmios e menções honrosas em nível nacional. Entre as ações positivas estão a aprovação de 93% no vestibular 2013/2014 na Universidade Federal do Paraná e a graduação de 198 alunos até 2013 – entre estes, há mestres e doutores. Houve, ainda, 19 participações no intercâmbio pelo Programa Ciência Sem Fronteiras (2012, 2013 e 2014). Vale ressaltar também que 11 ex-estudantes do PBAC são mantenedores do Instituto Bom Aluno.

 

Extras

Entre as ações elaboradas, estão suporte pedagógico para organização do aprendizado e melhoria do desempenho escolar, trabalhos individuais para melhoria nas disciplinas de Português e Matemática, aulas de leitura, produção de texto e inglês, orientação psicológica para construção de vida e carreira, transferência dos estudantes para escolas particulares de ótima qualidade – quando identificados dentro do projeto de vida do aluno e da sua família –, apoio financeiro (transporte, uniforme, alimentação, material escolar e livros), premiação para os melhores desempenhos, realização de atividades extras (viagens acadêmicas, visitas culturais e outros) e reuniões e palestras com as famílias dos alunos para trabalhar a corresponsabilidade dos parentes durante o desenvolvimento do projeto.

 

 

“A escola e os professores são muito legais. Muita coisa mudou na minha vida após ter entrado no projeto; não fico mais na rua. Fico estudando as apostilas para ver onde tenho mais dificuldade. Sei que vou ter de estudar mais, me esforçar mais do que fazia na escola pública. Nada será empecilho, pois dedicação e vontade não me faltam.”
Gustavo Litig de Oliveira
“No primeiro dia, achei diferente como as aulas eram conduzidas. Tive dificuldades, mas fui muito bem recebida pelos amigos e pelos professores. Essa foi uma oportunidade ímpar para minha vida, e eu vou me esforçar muito para conseguir superar as dificuldades.”
Maria Júlia Luxinger Fernandes

 

“Nós poderíamos escolher o abandono dos estudos ou nos esforçarmos e conquistarmos tudo pelo nosso mérito.”
Isabella Gomes

 

Principais resultados

Elevado percentual de jovens que passam a ter uma vida universitária, sendo que a maioria deles é aprovada em universidades federais;

Alunos com experiência em universidades internacionais;

Bom percentual de estudantes trabalhando em grandes empresas de credibilidade;

Estudantes que se formaram e estão no mercado de trabalho se tornaram padrinhos sociais do Programa Bom Aluno, proporcionando a mesma oportunidade para outros jovens.

Quem pode participar

O Programa Bom Aluno Capixaba é voltado para estudantes com bom desempenho, que estão cursando o 7º ou 8º ano do ensino público regular e que seja membro de família com recursos financeiros limitados;

Para ingressar e permanecer no PBAC, o estudante precisa cumprir metas determinadas de desempenho mínimo cuja nota deve ser 70 e de frequência mínima de 90%. Além disso, deve ser disciplinado e interessado no desenvolvimento educacional e profissional.

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